Apanhar o barco onde?
Pois esse é o problema,
1º onde o apanho?
2º não sei nadar,
3º enjoo com muita facilidade,
4º sou alérgica ao sol.
Ficar na margem a contar as gaivotas também não me parece bem, até porque essas gajas são umas chatas que não param de aiar. Acho que vou ali ao café emborcar caracoletas e acompanhar com não sei o quê, até porque, se der para molhar o pão é o que interessa! Depois pego no carro e vou dar uma volta, quanto muito, se me der na veneta apanho o avião, já que de alturas não tenho medo nenhum e voar nunca foi coisa que me preocupasse.
Vou ali já venho que este Fernão Capelo já me está a enervar com tanta liberdade possa!
1º onde o apanho?
2º não sei nadar,
3º enjoo com muita facilidade,
4º sou alérgica ao sol.
Ficar na margem a contar as gaivotas também não me parece bem, até porque essas gajas são umas chatas que não param de aiar. Acho que vou ali ao café emborcar caracoletas e acompanhar com não sei o quê, até porque, se der para molhar o pão é o que interessa! Depois pego no carro e vou dar uma volta, quanto muito, se me der na veneta apanho o avião, já que de alturas não tenho medo nenhum e voar nunca foi coisa que me preocupasse.
Vou ali já venho que este Fernão Capelo já me está a enervar com tanta liberdade possa!

1 acrescentos:
Amadeu de Sousa Cardoso:
"É preciso ser gigante para ser gota de orvalho. Depois de abraçar a terra, mergulhar no mar, transformado em nuvem, comandar uma batalha de raios, cair muito alto, das alturas, no coração de uma flor, a nossa alma, gota celeste, desaparece num fino raio de sol", escreve em 1912, numa carta dirigida à sua mulher, Lúcia.
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