quarta-feira, setembro 27, 2006

Lembras-te?

sexta-feira, setembro 22, 2006

Para a R.

Não em homenagem à tua pessoa R. mas sim à tua luta do dia a dia, consegues identificar?
Do grande grande Jorge Palma:

Os demitidos
Estás demitido, obviamente demitido

tu nunca roubaste um beijo
e fazes pouco das emoções
és o espantalho dos amantes.

Estás demitido, obviamente demitido
evitas a competência
não reconheces o mérito
és um pilar da cepa torta

E assim vamos vivendo
na província dos obséquios
cedendo e pactuando enquanto der
filósofos sem arte, afugentamos o desejo
temos preguiça de viver

Estás demitido, obviamente demitido
subornas os próprios filhos
trocaste o tempo por máquinas
tu és um pai desnaturado.
Estás demitido, obviamente demitido
arrasas a obra alheia
às vezes usas pseudónimo
tu és um crítico de merda

E assim vamos vivendo...

Estás demitido, obviamente demitido
encostas-te às convergências
nunca investiste num ideal
tu sempre foste um demitido
tu foste sempre um demitido
já nasceste demitido!
Damien Rice - The Professor & La Fille Danse (Live)

Well I don't know if I'm wrong
'Cause she's only just gone
Here's to another relationship
Bombed by my excellent breed of gamete disease
I'm sure when I'm older I'll know what that means
Cried when she should and she laughed when she could
Here's to the man with his face in the mud
And an overcast play just taken away
From the lover's in love at the centre of stage yeah
Loving is fine if you have plenty of time
For walking on stilts at the edge of your mind
Loving is good if your dick's made of wood
And the dick left inside only half understood her
What makes her come and what makes her stay?
What make the animal run, run away yeah
What makes him stall, what makes him stand
And what shakes the elephant now
And what makes a man?
I don't know, I don't know, I don't know
No I don't know you any more
No, no, no, no...

I don't know if I'm wrong
'Cause shes only just gone
Why the fuck is this day taking so long
I was a lover of time and once she was mine
I was a lover indeed, I was covered in weed
Cried when she should and she laughed when she could
Well closer to god is the one who's in love
And I walk away cause I can
Too many options may kill a man
Loving is fine if it's not in your mind
But I've fucked it up now, too many times
Loving is good if it's not understood
Yeah, but I'm the professor
And feel that I should know
What makes her come and what makes her stay?
What make the animal run, run away and
What makes him tick apart from his prick
And the lonelier side of the jealousy stick
I don't know, I don't know, I don't know
No I don't know, I don't know, I don't know
No I don't know, I don't know, I don't know
Hell I don't know you any more
No, no, no no...

Well I don't know if I'm wrong
'Cause she's only just gone
Here's to another relationship
Bombed by my excellent breed of gamete disease
I finished it off with some French wine and cheese

La fille danse
Quand elle joue avec moi
Et je pense que je l'aime des fois
Le silence, n'ose pas dis-donc
Quand on est ensemble
Mettre les mots
Sur la petite dodo

Damien Rice - The Professor & La Fille Danse

quinta-feira, setembro 21, 2006

Só pra esclarecê

Ainda no capítulo das bestas:

Embora não vos quisesse confundir, besta, bestialidade e bestialmente são todas palavras más, relacionadas com a besta que há em todos nós. Eu é que gosto de as misturar com o calão brasileiro de bestial que significa "legal"! já que os nossos amigos brasileiros acharam que o animal que há em nós muitas vezes é uma virtude e não defeito (e eu concordo!)...

Então, aqui ficam os significados reais:

bestial
do Lat. bestiale
adj. 2 gén.,
próprio de besta;
brutal, estúpido, grosseiro;
selvagem, repugnante (moralmente).



terça-feira, setembro 19, 2006

19 de Setembro

Faz hoje 28 anos que nasceu a pessoa que mudou a minha vida.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Sorrio todos os dias

Sim tento, claro que tenho que admitir que o meu cão passado por (e da) pinha(s) me ajuda nesse sentido...
Sorrio porque vejo a bestialidade contida em todos vocês.
E... por bestialidade... refiro-me a:
a) bestas,
b) bestiais,
c) bestas e bestiais.

Claro que a resposta é claramente c) porque quem é besta é-o bestialmente, e para se ser bestialmente besta só mesmo sendo bestial. Continuando, portanto, no capítulo das bestas, tenho a declarar que assumo a minha besta interior com orgulho e hoje acho-me bestial por isso! Sorrio todos os dias (em alguns rio à gargalhada) porque sei o que sou (quase sempre sem o grau nas veias) assumo-o de peito cheio e sopro-o para o vento.
Mesmo que o que diga esteja errado assumo-o como certo bestialmente (como só uma verdadeira besta pode fazer) e, quando me apercebo da asneira assumo-o com grande bestialidade (como só uma pessoa bestial o pode fazer!).

Sou um ser genuíno (quase) todos os segundos e quando não o sou assumo-o.

Perceberam?

quinta-feira, setembro 07, 2006

Pronto não sou besta mas sinto-me como uma!

Para ti (T.) por mim:

Pronto não sou uma besta, mas sinto-me como uma! estou farta de apanhar nas fuças e só me apetece começar ao murro, ou ir para o moche até ficar toda negra. Sinto-me besta e tens razão, está na hora de me deixar de sentir besta... Estou a fazer por isso está bem?

Só para que fique assente que te acho bestial.

Poema em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - princípe - todos eles princípes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

Faço minhas as palavras de quem colocou este poema na net, no que respeita a fonte:
"Não estou seguro desta transcrição. Não possuo a fonte. Estou a fiar-me exclusivamente na versão que foi publicada na s.c.portuguese. A quem possuir a fonte agradeço o favor de corrigir gralhas existentes. Obrigado. "

Não tenho tido vontade de escrever porque sou besta

Hoje sou simplesmente BESTA.
Besta é o nome ideal para mim. Besta, bestinha, mas nunca bestial... Bestial nunca! Besta todos os dias...

Antes Besta assumida que Santo anunciado à espera de foder o próximo na primeira ocasião.

Hoje e sempre besta!

Viva a besta! Gosto mais das bestas do que dos santos, das bestas sei o que espero dos santos nunca! esses são sempre santos... e eu vou ser sempre uma BESTA.

Bom dia e obrigado!