Onde começa e acaba a minha liberdade?
Qual é o limite das necessidades dos outros que devo suportar?
Quando e onde posso começar a pensar em mim antes de pensar que o que faço ou deixo de fazer afecta os outros?
Sou livre?
Qual é a linha que separa os meus sentimentos dos sentimentos dos outros?
Quando vou ter a coragem de simplesmente fazer, sem ter de constantemente preocupar-me?
quando vou ter o direito de ser livre?
quero tirar este peso das costas e deixar de me arrastar para começar a correr... tenho coragem de o fazer? o meu peso moral permite-o? posso colocar-me em primeiro lugar? posso ir viver a minha vida sem ter de pensar como ela afecta os outros?
Pensem: toda a vida a sentir que se agir assim ou assado, de acordo com ou quem, de certa e determinada forma... o peso dos quereres e necessidades de quem me rodeia começa a ser demais. como distinguir o limite entre a estupidez do altruísmo em demasia e da ignorância que vem com o egoísmo idiota... porque para dar tenho que ter... e se não fizer nada por mim... não tenho nada para dar... deixam-mo fazer? libertam-me? e eu liberto os outros? consigo fazer aos outros o que peço para mim??
Qual é o meu limite moral? consigo andar para a frente sem olhar para trás?
Não sei, vocês sabem?
Quando e onde posso começar a pensar em mim antes de pensar que o que faço ou deixo de fazer afecta os outros?
Sou livre?
Qual é a linha que separa os meus sentimentos dos sentimentos dos outros?
Quando vou ter a coragem de simplesmente fazer, sem ter de constantemente preocupar-me?
quando vou ter o direito de ser livre?
quero tirar este peso das costas e deixar de me arrastar para começar a correr... tenho coragem de o fazer? o meu peso moral permite-o? posso colocar-me em primeiro lugar? posso ir viver a minha vida sem ter de pensar como ela afecta os outros?
Pensem: toda a vida a sentir que se agir assim ou assado, de acordo com ou quem, de certa e determinada forma... o peso dos quereres e necessidades de quem me rodeia começa a ser demais. como distinguir o limite entre a estupidez do altruísmo em demasia e da ignorância que vem com o egoísmo idiota... porque para dar tenho que ter... e se não fizer nada por mim... não tenho nada para dar... deixam-mo fazer? libertam-me? e eu liberto os outros? consigo fazer aos outros o que peço para mim??
Qual é o meu limite moral? consigo andar para a frente sem olhar para trás?
Não sei, vocês sabem?

1 acrescentos:
Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro
Era longe o meu sonho
E traiçoeiro o mar...
Só nos é concedida esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso procurar
O velho paraiso que perdemos.
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao quais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura
O que importa é o partir, não o chegar
Miguel Torga
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