sexta-feira, agosto 11, 2006

Onde começa e acaba a minha liberdade?

Qual é o limite das necessidades dos outros que devo suportar?

Quando e onde posso começar a pensar em mim antes de pensar que o que faço ou deixo de fazer afecta os outros?

Sou livre?

Qual é a linha que separa os meus sentimentos dos sentimentos dos outros?

Quando vou ter a coragem de simplesmente fazer, sem ter de constantemente preocupar-me?

quando vou ter o direito de ser livre?

quero tirar este peso das costas e deixar de me arrastar para começar a correr... tenho coragem de o fazer? o meu peso moral permite-o? posso colocar-me em primeiro lugar? posso ir viver a minha vida sem ter de pensar como ela afecta os outros?

Pensem: toda a vida a sentir que se agir assim ou assado, de acordo com ou quem, de certa e determinada forma... o peso dos quereres e necessidades de quem me rodeia começa a ser demais. como distinguir o limite entre a estupidez do altruísmo em demasia e da ignorância que vem com o egoísmo idiota... porque para dar tenho que ter... e se não fizer nada por mim... não tenho nada para dar... deixam-mo fazer? libertam-me? e eu liberto os outros? consigo fazer aos outros o que peço para mim??

Qual é o meu limite moral? consigo andar para a frente sem olhar para trás?

Não sei, vocês sabem?

1 acrescentos:

Blogger Maria Lua escreveu...

Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro

Era longe o meu sonho

E traiçoeiro o mar...

Só nos é concedida esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso procurar

O velho paraiso que perdemos.

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao quais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura

O que importa é o partir, não o chegar

Miguel Torga

8/11/2006  

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